“Hálito de cachorro” virou até piada popular, como se fosse algo natural e sem importância. Mas a verdade é que o mau hálito não é normal, nem em cães, nem em gatos. Na maioria das vezes, ele é um sinal de que algo precisa de atenção, e em alguns casos pode até indicar um problema de saúde mais sério do que parece.

Neste conteúdo, a AnimalVet, clínica veterinária em Florianópolis, explica as principais causas do mau hálito em pets, como diferenciar um cheiro passageiro de um sinal de alerta e quando procurar avaliação veterinária.

Confira!

Por que o mau hálito em pets não deve ser ignorado?

O odor da boca do pet é, na prática, um reflexo do que está acontecendo ali dentro e, em alguns casos, também do que está acontecendo no restante do corpo. Afinal, um cheiro forte e persistente costuma indicar a proliferação de bactérias, seja na boca, seja em outros órgãos que acabam influenciando o hálito do animal.

Ignorar esse sinal por muito tempo pode significar deixar passar batido um problema que, identificado cedo, teria tratamento simples e que, deixado de lado, pode evoluir para algo bem mais complicado.

Principais causas de mau hálito em cães e gatos

Confira abaixo as principais causas de mau hálito em pets:

Doença periodontal e tártaro

Essa é, disparado, a causa mais comum de mau hálito em pets. O acúmulo de placa bacteriana e tártaro nos dentes libera compostos com odor forte, e conforme o problema evolui para gengivite e doença periodontal, o cheiro tende a piorar. 

Já falamos em detalhes sobre esse tema no conteúdo sobre tratamento dentário em pets, incluindo os sinais e as etapas do tratamento realizado na odontologia veterinária.

Restos de comida presos entre os dentes

Pequenos pedaços de ração, petiscos ou pelos (comum em gatos, por conta da autolimpeza) podem ficar presos entre os dentes ou na parte de trás da boca, fermentando e gerando odor. Nesses casos, o mau hálito costuma ser mais leve e passageiro.

Doenças renais

Quando os rins não conseguem filtrar adequadamente as toxinas do sangue, é comum que o pet desenvolva um hálito com cheiro de amônia, muitas vezes descrito como “cheiro de urina”. Esse é um sinal de alerta importante, especialmente em gatos idosos, e merece avaliação dentro da especialidade de nefrologia.

Diabetes

Pets diabéticos não tratados podem apresentar um hálito com odor adocicado ou de “fruta podre”, relacionado ao acúmulo de corpos cetônicos no organismo. Esse sinal, combinado com aumento de sede e da urina, merece investigação dentro da endocrinologia veterinária.

Problemas gastrointestinais

Refluxo, gastrite, obstruções e outras alterações do sistema digestivo também podem alterar o odor da boca do pet, já que substâncias do estômago acabam retornando pelo esôfago. Nesses casos, o mau hálito costuma vir acompanhado de outros sintomas, como vômito ou apetite alterado, sendo avaliado dentro da gastroenterologia.

Tumores na boca

Embora menos comum, o mau hálito também pode ser um dos primeiros sinais de tumores na cavidade oral, principalmente quando associado a sangramento, dificuldade para comer ou lesões visíveis na gengiva ou na língua. Diante desse cenário, a avaliação dentro da oncologia veterinária é fundamental para um diagnóstico precoce.

Objetos estranhos na boca

Pedaços de graveto, ossos, fios ou outros objetos presos entre os dentes ou no céu da boca podem causar odor forte, além de dor e dificuldade para se alimentar. Esse tipo de situação costuma exigir avaliação mais rápida, já que o objeto pode causar lesões se não for removido.

Como diferenciar um mau hálito “normal” de um sinal de alerta?

Nem todo cheiro na boca do pet indica um problema grave, mas alguns sinais ajudam a identificar quando é hora de procurar avaliação:

Provavelmente passageiro:

Merece atenção veterinária:

Esses sinais também fazem parte de um conjunto mais amplo de comportamentos que merecem atenção do tutor, para conhecer outros, veja nosso conteúdo com os 10 sinais de que seu pet precisa ir ao veterinário.

Como é feita a investigação do mau hálito?

Diante de uma queixa de mau hálito persistente, a avaliação costuma seguir os seguintes passos:

  1. Exame físico completo, incluindo avaliação detalhada da boca, dentes e gengivas;
  2. Histórico do pet, com perguntas sobre alimentação, sede, apetite e comportamento;
  3. Exames laboratoriais, quando há suspeita de causas sistêmicas, como problemas renais ou diabetes;
  4. Encaminhamento para especialidade específica, caso a causa não esteja relacionada à boca.

Esse tipo de avaliação normalmente se encaixa em uma consulta de rotina, e não em uma emergência, a não ser que o mau hálito venha acompanhado de sinais mais graves, como recusa total de alimento ou sangramento intenso. 

Para entender melhor essa diferença, veja nosso conteúdo sobre as diferenças entre consultas de rotina e de emergência.

Como prevenir o mau hálito no dia a dia?

Alguns cuidados simples ajudam a manter o hálito do pet sob controle e a prevenir boa parte dos casos relacionados à higiene bucal:

Vale reforçar que esses cuidados ajudam a prevenir e controlar o mau hálito de origem dentária, mas não substituem a avaliação profissional quando o problema pode ter outra causa.

Conte com a AnimalVet em Florianópolis!

Na AnimalVet, investigamos a causa do mau hálito do seu pet com uma avaliação clínica completa, contando com odontologia, exames laboratoriais e especialidades para identificar exatamente o que está por trás do problema.

Notou um cheiro diferente na boca do seu pet? Agende uma avaliação na AnimalVet!

Ligue agora: (48) 3050-5080 ou fale pelo WhatsApp: (48) 99120-1780.

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